O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reafirmou nesta quarta-feira (22) sua intenção de manter a pré-candidatura à Presidência da República até o final do processo eleitoral de 2026. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada na Câmara dos Deputados.
Zema deixou claro que não recebeu nenhum convite formal para compor uma chapa como vice, inclusive em relação a uma possível candidatura ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele afirmou: "Até hoje não teve pedido formal de ninguém para ninguém, de ser vice, ser alguma coisa".
Em agosto de 2025, Zema comunicou ao ex-presidente Jair Bolsonaro sua vontade de concorrer ao Palácio do Planalto. O ex-governador relatou que a reação de Bolsonaro foi positiva, apoiando a ideia de aumentar o número de candidaturas dentro do mesmo espectro político. Zema citou que o ex-presidente disse que "quantos mais candidatos à direita tiver, melhor".
A estratégia de Zema para a eleição inclui a proposta de várias candidaturas no primeiro turno, seguidas de um eventual agrupamento no segundo turno. Ele acredita que essa abordagem pode oferecer mais opções aos eleitores e diminuir a concentração de ataques em um único candidato. Para exemplificar, Zema mencionou a eleição presidencial do Chile em 2021, onde a fragmentação das candidaturas de direita no primeiro turno resultou em um reagrupamento no segundo, mas a vitória foi do candidato de esquerda, Gabriel Boric.
O ex-governador também se mostrou aberto a alianças futuras, destacando suas boas relações com outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSB). Além disso, Zema tem intensificado suas atividades fora de Minas Gerais, visando aumentar sua visibilidade nacional e apresentar os resultados de sua gestão.
Durante a coletiva, o ex-governador fez críticas ao ambiente institucional, expressando preocupação com as restrições à liberdade de expressão impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

