A pressão sobre o Cruzeiro intensificou-se na manhã do último sábado (19), quando um grupo de torcedores se reuniu na porta da Toca da Raposa II. O protesto ocorreu a um dia do jogo contra o Vitória, e os torcedores exigiram melhorias tanto do elenco quanto da diretoria do clube.
Durante a manifestação, Lucas Romero, que não participará do próximo jogo, foi o único jogador a se dirigir aos torcedores. O capitão parou por alguns minutos para ouvir os apelos dos cruzeirenses antes de retornar ao centro de treinamento. Os manifestantes também cantaram músicas que expressavam seu descontentamento com a equipe.
Entre os cânticos, destacaram-se frases como “Time sem vergonha” e “Time pipoqueiro, tem que ter raça para jogar no meu Cruzeiro”. Inicialmente, as principais torcidas organizadas decidiram não se juntar ao protesto, mas a insatisfação era visível entre os presentes.
A pressão sobre o time aumentou após as eliminações em competições importantes. O Cruzeiro foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil pelo Atlético e, em seguida, nas oitavas de final da Libertadores pelo Flamengo. Além disso, a atuação da equipe na partida contra o Santos também gerou descontentamento entre os torcedores.
Na Vila Belmiro, o Cruzeiro sofreu uma derrota para o Santos no último sábado (12), apresentando um desempenho abaixo das expectativas dos torcedores. Atualmente, a equipe ocupa a sexta posição no Campeonato Brasileiro, somando 42 pontos, e necessita de vitórias para se manter competitiva.
O próximo desafio da equipe será contra o Vitória, que está programado para este domingo (20), às 16h (de Brasília), no Barradão. O time baiano, por sua vez, está na 13ª posição com 33 pontos. O Cruzeiro está apenas três pontos atrás do Fluminense, que ocupa a última vaga do G5.

