O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quarta-feira (20) que a pasta aceitou, em uma reunião com senadores, a ampliação dos prazos para a renegociação de dívidas rurais. A nova proposta estabelece que a carência para essas operações será de dois anos, em comparação ao prazo de um ano inicialmente sugerido pelo governo. O prazo total para o pagamento das dívidas também será estendido, passando de seis para dez anos.
Durante a entrevista concedida à imprensa, Durigan destacou que o governo está comprometido em avançar nas discussões sobre a criação de um Fundo Garantidor para as operações de crédito no agronegócio, um sistema que se inspira no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa medida visa proporcionar maior segurança para os produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras.
Em abril, o ministro já havia mencionado que a administração federal consideraria flexibilizar as exigências para a renegociação de dívidas rurais, através de um programa estabelecido no ano anterior, que ainda conta com recursos disponíveis. Essa iniciativa busca facilitar o acesso ao crédito para os agricultores afetados por adversidades climáticas.
Durigan enfatizou que apenas os produtores que comprovarem perdas efetivas devido a eventos climáticos adversos terão acesso aos benefícios da renegociação. Essa condição visa garantir que a assistência do governo chegue a quem realmente precisa e que se encontra em situação de vulnerabilidade.
A proposta final, que será apresentada aos parlamentares, para colocar em prática o programa de renegociação está prevista para ser concluída nos próximos dias. O avanço nas negociações reflete a preocupação do governo em apoiar o agronegócio, especialmente em um contexto de desafios climáticos e econômicos enfrentados por muitos produtores.

