Clayton Antonio da Silva Cruz, apelidado de "Cleitinho do Pó" ou "Dog Dog", é o principal suspeito no desaparecimento das primas Sttela Dalva Melgari Almeida e Letycia Garcia Mendes. Desde o dia 29 de abril, ele é considerado foragido pela Polícia Civil, que havia decretado sua prisão preventiva. Testemunhas relataram que o suspeito foi visto circulando pelo Paraná, especialmente em Mandaguari, onde moradores afirmam tê-lo visto pilotando uma motocicleta Falcon preta.
Uma mulher que preferiu não se identificar declarou que Clayton frequentava um bar na região, onde costumava passar horas. Segundo ela, ele se comportava de maneira tranquila, consumindo bebidas, mas a população tem receio de acionar a polícia devido ao temor de represálias. "Aqui ninguém chama a polícia. Dá problema", afirmou a testemunha, ressaltando a preocupação dos moradores com a segurança.
A reportagem também buscou informações no Jardim Boa Vista, local onde Clayton cresceu e morou com sua família. No entanto, ninguém foi encontrado na casa da mãe do suspeito, o que aumenta a incerteza sobre seu paradeiro.
O desaparecimento das primas completa 30 dias nesta semana. As jovens foram vistas pela última vez entre os dias 20 e 21 de abril, após saírem para uma festa em Paranavaí. Investigações indicam que Clayton buscou Letycia em Cianorte e, em seguida, Sttela em Jussara antes de irem ao evento. Imagens de câmeras de segurança mostram os três chegando a uma casa de shows durante a madrugada do dia 21 de abril, mas horas depois, os celulares das jovens perderam sinal.
O último rastreamento apontou o celular de Clayton em uma estrada rural entre Paranavaí e Guaraça. Dias depois, ele foi flagrado sozinho por câmeras em Maringá, pilotando uma motocicleta. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil começou a tratar o caso como uma suspeita de duplo homicídio, embora ainda mantenha a possibilidade de que as jovens estejam vivas.
Recentemente, uma ex-namorada de Clayton foi presa em Paraguaçu Paulista, suspeita de prestar auxílio financeiro ao foragido durante seu período de fuga. A polícia acredita que ele pode ter passado alguns dias no interior de São Paulo antes de retornar ao Paraná.

