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Lula critica impacto da Guerra no Oriente Médio sobre a população mais pobre

Em discurso na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destaca que conflitos internacionais afetam diretamente o custo de vida, especialmente para os mais vulneráveis. Ele pede maior atuação da ONU e critica as superpotências.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso proferido neste sábado (18) em Barcelona, fez uma contundente crítica à Guerra no Oriente Médio e enfatizou a importância do fortalecimento do multilateralismo. A declaração ocorreu durante a 4ª reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia, na Espanha.

Lula apontou que os efeitos do conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã estão diretamente relacionados ao aumento do custo de vida, afetando especialmente a população mais pobre. O presidente brasileiro mencionou o Chefe da Casa Branca, Donald Trump, e afirmou que as decisões geopolíticas têm um impacto significativo nos preços de alimentos e combustíveis tanto no Brasil quanto em outras nações. "O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?", questionou.

Durante sua fala, Lula destacou o crescente número de conflitos armados no mundo, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, e defendeu um papel mais ativo da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente criticou a postura das grandes potências e exigiu uma resposta mais efetiva do Conselho de Segurança, que inclui Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia. "Precisamos exigir que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem pedir aos cinco membros do Conselho de Segurança", afirmou.

O presidente brasileiro intensificou as críticas ao mencionar algumas das principais guerras atuais, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, a destruição da Faixa de Gaza por Israel e o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, no Oriente Médio. Lula lamentou a falta de posicionamento dos países e enfatizou que a democracia nas Nações Unidas depende do envolvimento ativo de seus membros. "Fortalecer o multilateralismo depende de nós", concluiu.

Após o compromisso na Espanha, Lula tem uma agenda na Europa que inclui uma viagem à Alemanha neste domingo (19), onde participará da Hannover Messe, a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo, que nesta edição homenageia o Brasil. Na Alemanha, está prevista uma reunião do presidente brasileiro com o chanceler Friedrich Merz.

A visita de Lula à Europa se encerrará na terça-feira (21) com uma passagem rápida por Portugal, onde se encontrará com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.

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