Na última sexta-feira, 26 de junho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez acusações severas contra o Irã, afirmando que o país violou o acordo de cessar-fogo ao atacar embarcações no Estreito de Ormuz. Durante sua declaração, Trump mencionou que forças iranianas teriam lançado pelo menos quatro drones de ataque contra navios que transitavam pela região. Um dos drones teria atingido um navio cargueiro, provocando danos, mas a embarcação continuou sua rota. Os outros três drones foram interceptados e abatidos por forças norte-americanas.
Trump classificou a ação como uma "violação insensata" do acordo, expressando preocupação com a crescente tensão no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo. A situação se intensificou ainda mais na quinta-feira, 25 de junho, quando uma operação coordenada por uma agência marítima vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) foi suspensa após relatos de um ataque a uma embarcação no Golfo de Omã.
A suspensão da operação ocorreu após a companhia britânica de segurança marítima UKMTO informar que um porta-contêineres foi atingido por um projétil enquanto navegava nas proximidades da costa de Omã. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre quem teria realizado o ataque, nem detalhes sobre a extensão dos danos causados.
A operação, que havia sido iniciada na terça-feira, 23 de junho, visava garantir a passagem segura de embarcações pela região do Golfo, utilizando rotas monitoradas, incluindo corredores sob supervisão dos Estados Unidos. De acordo com a Organização Marítima Internacional (OMI), cerca de 57 navios e aproximadamente 1.100 tripulantes atravessaram o estreito desde o início da iniciativa.
Em meio ao clima de insegurança crescente, autoridades iranianas emitiram alertas sobre embarcações que não respeitassem as rotas estabelecidas, enfatizando que a segurança dessas embarcações não seria garantida e que a responsabilidade por eventuais incidentes recairia sobre os operadores dos navios.

